segunda-feira, 25 de agosto de 2008

UCPEL MAIS SAUDÁVEL COMPLETA UM ANO


O programa UCPel Mais Saudável é uma atual campanha da universidade que influencia o estudante fumante a diminuir (ou parar por completo) esses hábitos, quando na faculdade. O objetivo é o aumento da qualidade de vida nos locais e conscientização dos mesmos, avisando-os que, até fumando sozinhos, não é só eles quem sofrem os males do tabaco (os chamados fumantes passivos). Neste dia 25, a campanha completa um ano de duração e com isso irá promover várias palestras a respeito, durante a semana inteira. Confira a programação aqui.

Fumante passivo é aquela pessoa que não fuma, mas que está em constante contato com a fumaça do cigarro, seja por causa dos colegas de trabalho, família ou amigos. Não só sofrem involuntariamente, como também são influenciados, visto que grande parte dos menores que fumam, o fazem por terem sido fumantes passivos pelos pais, durante o crescimento. Campanhas assim não só diminuem as chances dos envolvidos ficarem doentes, como também decrescem o risco de incêndio, aumenta a produtividade em ambientes de trabalho, entre diversas outras vantagens para as pessoas.

Marcadores: , ,


segunda-feira, 18 de agosto de 2008

ENTREVISTA

Segue abaixo entrevista que fiz com o escritor de Porto Alegre, Antônio Xerxenesky.



1. 2008 foi um ano de grande importância na sua carreira, devido ao lançamento de Areia nos Dentes, que inclusive recebeu várias críticas favoráveis. Em que aspectos a sua criação e recepção foram diferentes dos seus trabalhos posteriores? Quais foram as principais diferenças (ou dificuldades) que você sentiu, ao fazer um romance de mais de 100 páginas, quando era mais acostumado com contos?

Pois bem. A primeira grande diferença é que acho que encontrei "meu lugar". Acho que trabalhando com narrativas mais longas consigo desenvolver melhor meu estilo do que em narrativas curtas. Olhando para trás, quase todos os meus contos antigos tem algo de "apressado", como se ficassem melhor se fossem desenvolvidos em mais páginas. Deve existir algo de profundamente tagarela em mim. A segunda diferença, e essa é qualitativa, se trata de que meus primeiros contos eram muito confessionais, muito presos ao meu próprio ponto de vista. O meu romance representou uma superação do meu próprio ponto de vista, e é, portanto, uma obra muito mais madura, e acredito que foi por isso que a crítica gostou mais.


2. No ano passado, o seu conto O Desvio foi adaptado para a TV. Como foi essa experiência? O resultado saiu de acordo com suas expectativas? E de forma os leitores podem conferir a obra (internet, dvd)?

Tive sorte de que o diretor que adaptou meu conto era um amigo meu. O roteiro dele foi extremamente fiel ao conto original, mudando apenas uns palavrões que não podiam ser veículados ao meio-dia na TV. Além disso, participei das escolhas de elenco e ainda acompanhei um dia de filmagem. Claro, não ousei dizer nada sobre o processo, não sugeri um ângulo de câmera, nada. A obra do diretor é a obra do diretor, separada da minha. Acho que o resultado ficou muito bom, bem fotografado. Considerando o limite de orçamento, é difícil imaginar algo melhor.
Ainda sobre a experiência, o mais estranho foi ver dezenas de pessoas se mobilizando, milhares de reais sendo gastos, tudo isso por causa de um texto que escrevi uma madrugada qualquer em meu quarto. A diferença entre a produção literária e cinematográfica é uma diferença de reclusão e solidão. Eu, pessoalmente, nunca conseguiria dirigir um filme, só de pensar que teria que lidar com tanta gente.
O curta pode ser conferido no site do ClicRBS, aqui.


3. Atualmente você é um dos editores da Não Editora. Você faz parte dela desde sua criação em 2007? Caso não, como foi sua iniciação? O que a diferencia das outras editoras? Você já planejava lançar Areia nos Dentes por ela, ou vocês se "encontraram ao acaso"?

Faço parte da Não Editora desde sua gênese, que foi em uma reunião no Gibi Bar. Conheci os outros editores porque todos nós participamos da coletânea Ficção de Polpa Volume 1, lançada pela Fósforo. O Areia nos Dentes estava 70% pronto na época que entrei na Editora, então já tinha planos de lançá-lo através dela. Foi um ótimo timing. Se não fosse pela Não Editora, provavelmente o livro teria recebido um descaso muito grande em termos gráficos de qualquer outra editora pequena, já que não sou famoso o bastante para publicar em um grande editora.


4. Na próxima sexta (19), você vai para são paulo, participar do projeto invisibilidades, em uma discussão sobre a ficção científica no pós-modernismo. Fale-nos sobre o projeto, como se deu o seu envolvimento nele e em como o assunto do debate se relaciona com o seu trabalho.

Conheço muito pouco do projeto. Recebi o convite para participar nele do Fábio Fernandes, um dos maiores especialistas em ficção-científica do Brasil. Ele gostou muito do meu romance, por isso o convite. Como o tema se relaciona com minha obra? Bom, meu romance com certeza não é ficção-científica, mas foi classificado por leitores e críticos (inclusive pelo Daniel Galera, na orelha) como pós-modernista. Considerando que sou um bom leitor de ficção-científica e que gosto de trabalhar dentro de gêneros, acho que posso pensar em algumas coisas interessantes para falar. Há poucos exemplares de obras de sci-fi que possam ser vistas como pós-modernistas, até porque boa parte dos escritores de gênero só lêem o próprio gênero. Acredito, entretanto, que todo bom escritor só deve trabalhar com um gênero se tiver o objetivo de transcendê-lo. Philip K Dick, na minha opinião, foi um dos melhores escritores de ficção-científica porque era um grande leitor de Joyce e Proust, e se nota isso na sua prosa. O título da mesa-redonda que participarei se chama "Por uma ficção-científica pós-moderna", e acho essa uma proposta interessantíssima, pois muitas das preocupações da ficção-especulativa se aproximam dos questionamentos teóricos propostos pelo pós-modernismo.


5. Está escrevendo algum novo romance? Tem algum projeto pessoal que pretende realizar dentre os próximos meses, ou anos?

Eu havia começado um novo romance. Ele era, como o Areia nos Dentes, um pastiche, que trabalhava com a dissolução da fronteira entre alta e baixa cultura. Se em Areia nos Dentes meu objetivo foi criar uma obra densa e poética a partir de faroestes toscos, meu objetivo com esse segundo romance era fazer isso com a ficção-científica. Entretanto, após um momento de crise, decidi apagar tudo. O livro ia sair quase um "Areia nos Dentes 2", e eu me recuso a cair nessa repetição. Preciso explorar novos territórios, novos estilos. A conferência recente do músico Philip Glass em Porto Alegre foi especialmente marcante para mim. Todos os artistas dizem que o jovem artista precisa encontrar sua voz, certo? Pois Philip Glass, quando perguntado porque fazia coisas tão diferentes sempre, respondeu que o artista deve perder sua voz, deve constantemente se colocar em um lugar onde não sabe o que fazer. Então, no momento me encontro neste lugar. Estou com algumas idéias, quero pensar quão longe posso levá-las.

Marcadores:


terça-feira, 12 de agosto de 2008

MICROBLOGS E O FUTURO DO JORNALISMO (OPI)

Velocidade e poucas palavras garantem a vaga dos microblogs

Atualmente, Marte está recebendo a visita de uma espaçonave robótica terráquea chamada Phoenix. A NASA a mandou para lá com a missão de estudar as fases da água marciana (caso fosse encontrada) e analisar evidências de zonas habitáveis relacionadas. A nave-robô de exploração está enviando todas as informações que descobre direto para seus supervisores, aqui na Terra, onde eles imediamente tornam as novidades públicas, pelo Twitter da NASA, e também pelo da própria Phoenix. Neste, eles ainda estão editando as mensagens, de forma que pareça com que tenha sido o próprio robô, de Marte, que enviou e escreveu a mensagem. Foi ontem, 9, então que uma mensagem empolgante veio do planeta vermelho: a descoberta de água.

Alguns minutos mais tarde, claro, todos os meios de comunicação já estavam dando a notícia. A questão nesse caso são as vantagens que o Twitter oferece nesse tipo de evento, onde qualquer um (inclusive um robô em Marte) vira jornalista e pode dar uma informação mais rápido do que qualquer veículo. Não é a primeira vez que isso acontece, e nem será a última. Os microblogs, como estão sendo chamados, são ferramentas úteis que levam o ciberespaço para qualquer lugar que o usuário vá. Ao contrário de normalmente mandar uma mensagem para alguma pessoa específica por celular, informando alguma coisa, agora você pode enviá-la e imediatamente os seus vários seguidores (quem acompanha os seus posts) já sabem o que está acontecendo.

A um primeiro olhar, a principal desvantagem é o limite de espaço; não é possível se aprofundar sobre nenhum assunto, tudo que pode-se informar deve ser resumido à aproximadamente 150 caracteres. O sistema de feedback também é simples demais. Caso queira responder a algum post, bota-se um arroba (@) na frente do nickname da pessoa, e assim ela sabe que aquela mensagem é pra ela. Já o Plurk, outro microblog como o Twitter, faz com que a cada update seu, uma caixa de diálogo seja criada, permitindo assim a discussão do assunto, em um lugar reservado. Também, claro, com limite de caracteres, mas lá você pode postar várias vezes no mesmo "tópico" que não fica irritante nem caótico para os seus seguidores - afinal, o aviso de vários updates novos pode incomodar.

É exagero dizer que os microblogs serão o futuro do jornalismo, por mais úteis e rápidos que eles sejam. Talvez junto com blogs normais, os jornalistas tenham mais opções do que só escrever coisas pequenas ou grandes. É o que tem acontecido, inclusive: microblogs para pequenos eventos rotineiros (mais pessoais) ou manchetes com links para reportagens/notícias; e os blogs com seus posts periódicos, mais aprofundado e detalhado.

Marcadores: , ,


MICROBLOGS E O FUTURO DO JORNALISMO

Sonda em Marte revela informação, pelo Twitter

Ontem, 19, à tarde, a espaçonave Phoenix da NASA reportou pela internet que existe água em Marte. A informação foi enviada diretamente do planeta vermelho para o seus supervisores, que imediatamente postaram no Twitter do robô, criado especialmente para que ele noticie esse tipo de informação. Phoenix foi lançado em 2007 e sua missão tem dois principais objetivos: estudar a história da água no planeta em todas as suas fases e procurar por evidências de zonas habitáveis, julgando o potencial biológico das barreiras entre o gelo e o solo.

O Twitter é um sistema de mensagens que, assim como o Plurk e Jaiku, estão sendo chamados de Microblogs e, segundos alguns, está prometendo ser o futuro do jornalismo na internet. São sites onde você pode fazer posts com no máximo 200 caracteres, normalmente respondendo à pergunta: o que você está fazendo? Usando de ferramentas para SMS, qualquer usuário pode postar de qualquer lugar, e assim notícias como essas podem ser dadas com muito mais velocidade - apesar de, naturalmente, com um conteúdo menor. Em casos como o de notícia imediata, é clara a vantagem dessas ferramentas, pois por um celular, já é possível dizer algo que muita gente pode ler, e no exato instante que você atualiza.

Marcadores: , ,


segunda-feira, 11 de agosto de 2008

MICROBLOGS E O FUTURO DO JORNALISMO

Sonda em Marte revela informação pela internet

Ontem, 19, à tarde, a espaçonave Phoenix da NASA reportou pela internet que existe água em Marte. A informação foi enviada diretamente do planeta vermelho para o seus supervisores, onde eles editaram a mensagem e imediatamente postaram no Twitter do robô, criado especialmente para que ele noticie esse tipo de informação. Phoenix foi lançado em 2007 e sua missão tem dois principais objetivos: estudar a história da água no planeta em todas as suas fases e procurar por evidências de zonas habitáveis, julgando o potencial biológico das barreiras entre o gelo e o solo.

O Twitter é um sistema de mensagens que, assim como o Plurk e Jaiku, estão sendo chamados de Microblogs e, segundos alguns, está prometendo ser o futuro do jornalismo na internet. São sites onde você pode fazer posts com no máximo 200 caracteres, normalmente respondendo à pergunta: o que você está fazendo? Usando de ferramentas para SMS, qualquer usuário pode postar de qualquer lugar, e assim notícias como essas podem ser dadas com muito mais velocidade - apesar de, naturalmente, com um conteúdo menor.

Marcadores: , ,


quinta-feira, 7 de agosto de 2008

JORNALISTAS PODERÃO NÃO MAIS PRECISAR DE DIPLOMA PARA SEREM PROFISSIONAIS

Recurso quer desobrigar a exigência do diploma profissional para jornalistas

No segundo semestre de 2008, o Recurso Extraordinário (RE) 511961, que permite a isenção de diploma para o jornalista profissional, será julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Caso aprovado, a situação do jornalismo brasileiro pode retroceder anos, onde as matérias, informações e notícias (assim como qualidade dos mesmos) eram mais parciais e não era preciso ser qualificado profissionalmente para trabalhar em jornais, por exemplo.

É fato que a sociedade e o mercado de trabalho de hoje (e isso inclui o jornalismo, claro) são hipócritas. Contratar alguém por "ser da família", ou por qualquer outro motivo senão sua qualidade como profissional, é algo que existia e ainda ocorre até hoje, sem ninguém admitir. Imparcialidade na mídia? Enquanto alguns tomam lado descaradamente, outros (e aí, a hipocrisia) continuam se chamando de neutros, quando cada vez mais gente percebe que isso é inexistente. São por motivos como esses que o Movimento em Defesa dos Jornalistas Sem Diploma surgiu, que defende a liberdade de expressão na imprensa. Onde também dizem que "o verdadeiro jornalista se escora no dom do espírito, em razão do qual se expressa intelectualmente, e não porque conseguiu um diploma na faculdade."

Por outro lado, a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) é contra a aprovação da RE. Afinal, claro, após anos de aprendizagem acadêmica, é natural que um formando tenha mais capacidade e habilidade para escrever textos jornalísticos, por exemplo, e virar um profissional na área. Caso a RE seja aprovada, os já profissionais também podem perder não só espaço na mídia, como também seus postos e trabalhos, visto que a situação ficaria mais caótica ainda, com o número de jornalistas aumentando muito. E assim como dizem que hoje em dia, que todas as notícias são manipuladas, só mostrando o que todo mundo quer ver, eu, como estudante de jornalismo, posso dizer que isso está mudando, cada vez mais. É claro que a maioria ainda é assim (e prefere isso, mesmo que inconscientemente), mas o jornalismo alternativo e independente está mais forte, falando e mostrando o que de fato deveria estar sendo debatido pela população.

Por fim, fica o link para participar da campanha da FENAJ, desaprovando a RE, e o e-mail do Movimento em Defesa dos Jornalistas Sem Diploma.

Marcadores: , ,


terça-feira, 5 de agosto de 2008

SUBSTITUTIVO DO PCL 89/03 PROÍBE ACESSO A INTERNET SEM FIO

A intenção seria não só fazer com que todas as conexões fossem vigiadas, mas como extinguir as wireless

Como se o projeto de lei do Senador Azeredo já não fosse problemático o suficiente, outra área que ele menciona é o acesso público à conexão wireless. Na Internet banda larga de casa, o culpado do conteúdo potencialmente ilegal, que um usuário baixaria, seria além dele mesmo, claro, também o provedor que fornece o acesso à web para esse tipo de pessoa. Contudo, no caso da conexão sem fio, como em por exemplo LAN houses ou universidades, a culpa cairia nas próprias entidades.

Com medo de que crimes cibernéticos sejam feitos em faculdades e cafés - notem como esses são lugares realmente suspeitos - o substitutivo resolve simplesmente terminar com esse acesso livre, afim de evitar problemas, ambos para o usuário, como para o estabelecimento que oferece a Internet, assim de forma tão inocente. O que nos deixa perguntando: pessoas realmente fazem coisas ilegais na web, com seus notebooks, na faculdade? Como é possível que um hacker não tenha acesso à rede de casa e precise de ir para uma LAN House para desviar dinheiro ou compartilhar fotos de menores pelados?

Proibir o acesso à internet wireless é apenas outro dos vários absurdos e exageros que o Senador Azeredo pretende aprovar, com o seu projeto de lei, nada bem quisto na rede. Projeto tão querido que ontem, 4, o abaixo-assinado feito por professores e profissionais na área de comunicação completou 100 mil assinaturas. Interessados, leiam o mesmo aqui.

Marcadores: , , , ,


PROJETO DE AZEREDO VISA CRIMINALIZAR SITES DE LEGENDAS

Artigo proíbe "obter dado ou informação disponível em rede de computadores, sem autorização do legítimo titular."



Legendas.tv, um site que disponibiliza legendas de grátis, seria fechado

Atualmente
, é crime copiar algum DVD original, por exemplo, e disponibilizá-lo para download na Internet. O conteúdo é fácil de encontrar (em qualquer P2P do mundo se acha praticamente qualquer coisa), mas a cópia exata da obra licenciada no país é mais rara, pois no caso é material ilegal, ou seja, mais complicado de achar. Em casos de seriados, uma temporada só é licenciada aqui, quando termina no seu local de origem; normalmente logo que estréia nos EUA, demora uns meses para finalmente estar disponível à venda no Brasil. Durante esse período, contudo, baixar os episódios não é ilegal, pois eles não estão sob nenhum contrato nacional.

O problema é que a maioria das pessoas que assiste a esse tipo de programa não sabe inglês tão bem a ponto de entender tudo sem legenda em português. E é justamente por isso que existem grupos de pessoas que legendam. Filmes, seriados, animes, videoclipes, qualquer coisa. São milhares de pessoas que baixam Lost a cada semana, por exemplo, e esperam horas pela legenda, que fica disponível, completa e perfeita, normalmente menos de 10 horas depois de o episódio ir ao ar, nos EUA. Caso o projeto substitutivo do Senador Azeredo (sim, substitutivo! teve que ser modificado, imaginem então como não era antes; possivelmente mais restritivo e opressor ainda) seja posto em prática, não somente o mero usuário que faz o download do seu episódio semanal, mas também aquelas pessoas que gastam horas traduzindo e sincronizando uma legenda, por prazer e sem pedir nada em troca (leia-se de graça), seriam consideradas criminosas!

Sites como o Legendas.tv, que praticamente todo brasileiro que baixa filmes conhece, seriam desativados e todos os usuários cadastrados provavelmente presos, por salvarem legendas gratuitas que não são suas, nos computadores. Outros como o Haitou.org (voltado para animês, também com milhares de membros cadastrados e centenas de arquivos disponíveis para download) e o MakingOff.org (sobre cinema alternativo, independente e estrangeiro), também seriam fechados. Vejam bem, é um atendado à liberdade e ao direito de cultura de quem acessa a web! Onde mais seria possível assistir filmes europeus, legendados gratuitamente por brasileiros, fora na Internet? Nos cinemas? Em cidades como Porto Alegre, talvez (mas, claro, substituindo o 'de graça' por 'trabalho'), mas e a maioria que mora no interior?

A Internet permite que as pessoas ampliem sua personalidade, gostos e interesses. Que descubram coisas relevantes, que elas não faziam idéia da existência. Não fosse a web, a comunicação mundial estaria gravemente atrasada. Se uma lei que bloqueie a criatividade virtual passar da teoria para a prática, o Brasil voltaria no tempo, onde a vigilância e medo reinaria, não sobre as ruas, mas sobre o computador na casa de cada família.

Marcadores: , , , ,


This page is powered by Blogger. Isn't yours?

Assinar Postagens [Atom]