quinta-feira, 7 de agosto de 2008
JORNALISTAS PODERÃO NÃO MAIS PRECISAR DE DIPLOMA PARA SEREM PROFISSIONAIS
Recurso quer desobrigar a exigência do diploma profissional para jornalistas
No segundo semestre de 2008, o Recurso Extraordinário (RE) 511961, que permite a isenção de diploma para o jornalista profissional, será julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Caso aprovado, a situação do jornalismo brasileiro pode retroceder anos, onde as matérias, informações e notícias (assim como qualidade dos mesmos) eram mais parciais e não era preciso ser qualificado profissionalmente para trabalhar em jornais, por exemplo.
É fato que a sociedade e o mercado de trabalho de hoje (e isso inclui o jornalismo, claro) são hipócritas. Contratar alguém por "ser da família", ou por qualquer outro motivo senão sua qualidade como profissional, é algo que existia e ainda ocorre até hoje, sem ninguém admitir. Imparcialidade na mídia? Enquanto alguns tomam lado descaradamente, outros (e aí, a hipocrisia) continuam se chamando de neutros, quando cada vez mais gente percebe que isso é inexistente. São por motivos como esses que o Movimento em Defesa dos Jornalistas Sem Diploma surgiu, que defende a liberdade de expressão na imprensa. Onde também dizem que "o verdadeiro jornalista se escora no dom do espírito, em razão do qual se expressa intelectualmente, e não porque conseguiu um diploma na faculdade."
Por outro lado, a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) é contra a aprovação da RE. Afinal, claro, após anos de aprendizagem acadêmica, é natural que um formando tenha mais capacidade e habilidade para escrever textos jornalísticos, por exemplo, e virar um profissional na área. Caso a RE seja aprovada, os já profissionais também podem perder não só espaço na mídia, como também seus postos e trabalhos, visto que a situação ficaria mais caótica ainda, com o número de jornalistas aumentando muito. E assim como dizem que hoje em dia, que todas as notícias são manipuladas, só mostrando o que todo mundo quer ver, eu, como estudante de jornalismo, posso dizer que isso está mudando, cada vez mais. É claro que a maioria ainda é assim (e prefere isso, mesmo que inconscientemente), mas o jornalismo alternativo e independente está mais forte, falando e mostrando o que de fato deveria estar sendo debatido pela população.
Por fim, fica o link para participar da campanha da FENAJ, desaprovando a RE, e o e-mail do Movimento em Defesa dos Jornalistas Sem Diploma.
No segundo semestre de 2008, o Recurso Extraordinário (RE) 511961, que permite a isenção de diploma para o jornalista profissional, será julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Caso aprovado, a situação do jornalismo brasileiro pode retroceder anos, onde as matérias, informações e notícias (assim como qualidade dos mesmos) eram mais parciais e não era preciso ser qualificado profissionalmente para trabalhar em jornais, por exemplo.
É fato que a sociedade e o mercado de trabalho de hoje (e isso inclui o jornalismo, claro) são hipócritas. Contratar alguém por "ser da família", ou por qualquer outro motivo senão sua qualidade como profissional, é algo que existia e ainda ocorre até hoje, sem ninguém admitir. Imparcialidade na mídia? Enquanto alguns tomam lado descaradamente, outros (e aí, a hipocrisia) continuam se chamando de neutros, quando cada vez mais gente percebe que isso é inexistente. São por motivos como esses que o Movimento em Defesa dos Jornalistas Sem Diploma surgiu, que defende a liberdade de expressão na imprensa. Onde também dizem que "o verdadeiro jornalista se escora no dom do espírito, em razão do qual se expressa intelectualmente, e não porque conseguiu um diploma na faculdade."
Por outro lado, a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) é contra a aprovação da RE. Afinal, claro, após anos de aprendizagem acadêmica, é natural que um formando tenha mais capacidade e habilidade para escrever textos jornalísticos, por exemplo, e virar um profissional na área. Caso a RE seja aprovada, os já profissionais também podem perder não só espaço na mídia, como também seus postos e trabalhos, visto que a situação ficaria mais caótica ainda, com o número de jornalistas aumentando muito. E assim como dizem que hoje em dia, que todas as notícias são manipuladas, só mostrando o que todo mundo quer ver, eu, como estudante de jornalismo, posso dizer que isso está mudando, cada vez mais. É claro que a maioria ainda é assim (e prefere isso, mesmo que inconscientemente), mas o jornalismo alternativo e independente está mais forte, falando e mostrando o que de fato deveria estar sendo debatido pela população.
Por fim, fica o link para participar da campanha da FENAJ, desaprovando a RE, e o e-mail do Movimento em Defesa dos Jornalistas Sem Diploma.
Marcadores: liberdade de expressão na imprensa, RE 511961, regulamentação do diploma
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