terça-feira, 12 de agosto de 2008

MICROBLOGS E O FUTURO DO JORNALISMO (OPI)

Velocidade e poucas palavras garantem a vaga dos microblogs

Atualmente, Marte está recebendo a visita de uma espaçonave robótica terráquea chamada Phoenix. A NASA a mandou para lá com a missão de estudar as fases da água marciana (caso fosse encontrada) e analisar evidências de zonas habitáveis relacionadas. A nave-robô de exploração está enviando todas as informações que descobre direto para seus supervisores, aqui na Terra, onde eles imediamente tornam as novidades públicas, pelo Twitter da NASA, e também pelo da própria Phoenix. Neste, eles ainda estão editando as mensagens, de forma que pareça com que tenha sido o próprio robô, de Marte, que enviou e escreveu a mensagem. Foi ontem, 9, então que uma mensagem empolgante veio do planeta vermelho: a descoberta de água.

Alguns minutos mais tarde, claro, todos os meios de comunicação já estavam dando a notícia. A questão nesse caso são as vantagens que o Twitter oferece nesse tipo de evento, onde qualquer um (inclusive um robô em Marte) vira jornalista e pode dar uma informação mais rápido do que qualquer veículo. Não é a primeira vez que isso acontece, e nem será a última. Os microblogs, como estão sendo chamados, são ferramentas úteis que levam o ciberespaço para qualquer lugar que o usuário vá. Ao contrário de normalmente mandar uma mensagem para alguma pessoa específica por celular, informando alguma coisa, agora você pode enviá-la e imediatamente os seus vários seguidores (quem acompanha os seus posts) já sabem o que está acontecendo.

A um primeiro olhar, a principal desvantagem é o limite de espaço; não é possível se aprofundar sobre nenhum assunto, tudo que pode-se informar deve ser resumido à aproximadamente 150 caracteres. O sistema de feedback também é simples demais. Caso queira responder a algum post, bota-se um arroba (@) na frente do nickname da pessoa, e assim ela sabe que aquela mensagem é pra ela. Já o Plurk, outro microblog como o Twitter, faz com que a cada update seu, uma caixa de diálogo seja criada, permitindo assim a discussão do assunto, em um lugar reservado. Também, claro, com limite de caracteres, mas lá você pode postar várias vezes no mesmo "tópico" que não fica irritante nem caótico para os seus seguidores - afinal, o aviso de vários updates novos pode incomodar.

É exagero dizer que os microblogs serão o futuro do jornalismo, por mais úteis e rápidos que eles sejam. Talvez junto com blogs normais, os jornalistas tenham mais opções do que só escrever coisas pequenas ou grandes. É o que tem acontecido, inclusive: microblogs para pequenos eventos rotineiros (mais pessoais) ou manchetes com links para reportagens/notícias; e os blogs com seus posts periódicos, mais aprofundado e detalhado.

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