quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Ética no Jornalismo Online
Hoje em dia, apontar o que é ético (ou o quão ético é algo) no jornalismo profissional da internet é uma tarefa complicada. Dois motivos causam isso, à primeira análise: a abrangência do termo "ética", assim como suas inconstâncias, e algo amplamente discutido chamado bom senso. O fato de ambos os fatores serem termos relativos é o que dificulta um julgamento mais preciso e dualista ("isso é bom e isto não, isso pode e isto não pode") sobre o jornalismo online. Afinal, o que é sensato para você, pode não ser para milhares.
Se inúmeros conflitos sobre isso já surgiram (e continuam aparecendo) nas mídias mais tradicionais, como jornal impresso e televisão, é natural que na internet aconteça a mesma coisa. Não os exatos mesmos problemas, claro; cada profissional com os seus dilemas. Pelo computador, o jornalista é praticamente forçado a optar pelo mais rápido, o que muitas vezes prejudica a qualidade (e até veracidade) da sua matéria. Outro problema que a internet causa no jornalismo é que as fontes são tantas, que frequentemente a relevância de acontecimentos se torna dúbia. O melhor exemplo disso são aquelas notícias bizarras, que são espalhadas pelas pessoas mais para conseguir risadas, do que para informar algo importante.
O único motivo pelo qual jornalistas fazem isso, andar por essa linha do "isso é permitido, isto não tanto", é porque o que eles estão oferecendo vende. Com jornais é assim, na televisão também e a web não foge disso. Se meu jornal é conhecido por causa das fotos de tragédias que publicamos, deveria eu esconder uma específica, para tentar fazer um jornalismo mais ético? Por mais que a idéia seja boa, não. Se meu programa apelativo dá audiência, deveria eu arriscar o garantido e botar no ar algo com mais conteúdo no lugar? Seria legal, mas não, obrigado. Se meu blog recebe centenas de visitas semanais porque falo mal de onde já trabalhei, que tal mudar o assunto e falar sobre algo mais positivo? Também não.
Felizmente, existe gente que sabe que, onde muitos falham no bom senso e na moral, vários não são assim. É uma questão de seleção, escolha bem as suas fontes e não se deixe levar por qualquer foto ou texto que encontra.
Se inúmeros conflitos sobre isso já surgiram (e continuam aparecendo) nas mídias mais tradicionais, como jornal impresso e televisão, é natural que na internet aconteça a mesma coisa. Não os exatos mesmos problemas, claro; cada profissional com os seus dilemas. Pelo computador, o jornalista é praticamente forçado a optar pelo mais rápido, o que muitas vezes prejudica a qualidade (e até veracidade) da sua matéria. Outro problema que a internet causa no jornalismo é que as fontes são tantas, que frequentemente a relevância de acontecimentos se torna dúbia. O melhor exemplo disso são aquelas notícias bizarras, que são espalhadas pelas pessoas mais para conseguir risadas, do que para informar algo importante.
O único motivo pelo qual jornalistas fazem isso, andar por essa linha do "isso é permitido, isto não tanto", é porque o que eles estão oferecendo vende. Com jornais é assim, na televisão também e a web não foge disso. Se meu jornal é conhecido por causa das fotos de tragédias que publicamos, deveria eu esconder uma específica, para tentar fazer um jornalismo mais ético? Por mais que a idéia seja boa, não. Se meu programa apelativo dá audiência, deveria eu arriscar o garantido e botar no ar algo com mais conteúdo no lugar? Seria legal, mas não, obrigado. Se meu blog recebe centenas de visitas semanais porque falo mal de onde já trabalhei, que tal mudar o assunto e falar sobre algo mais positivo? Também não.
Felizmente, existe gente que sabe que, onde muitos falham no bom senso e na moral, vários não são assim. É uma questão de seleção, escolha bem as suas fontes e não se deixe levar por qualquer foto ou texto que encontra.
Marcadores: conscientização, ética, jornalismo digital
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