segunda-feira, 1 de setembro de 2008
4 Meses, 3 Semanas e 3 Dias (2007) - CRÍTICA DE FILME
Título Original: 4 luni, 3 saptamani si 2 zileDireção: Cristian Mungiu
Roteiro por: Cristian Mungiu
País: Romênia
A sinopse do filme é simples. Otilia e Gabita são amigas estudantes, nos anos 80, na Romênia. As duas têm namorados e possuem uma relação normal com suas famílias. Então um dia Gabita resolve fazer um aborto ilegal.
Durante os 110 minutos, eu percebi claramente uma grande diferença entre dramas bons americanos e dramas bons não-americanos. Nos hollywoodianos, são filmes extraordinários; surpresas, personagens únicos, e coisas do gênero (isso nos dramas bons, logicamente). Os estrangeiros não; eles relatam puramente a realidade. Não é nada diferente, é simplesmente a verdade. A cruel verdade. Uma outra diferença interessante: os atores americanos simplesmente, por acaso, são os personagens. Exemplo, um loiro boa-pinta por acaso é um agente secreto. Em filmes europeus, principalmente, não é assim. O ator É o personagem. São pessoas que você nunca ouviu falar, que se dedicam muito e se transforma naquela pessoa, com aqueles problemas.
4 meses, 3 semanas e 3 dias te deixa tenso durante o tempo todo. "Aprendi" que aborto ilegal não é uma coisa legal, muito menos considerável. Aprendi que dá medo; muito. Mesmo não sendo contigo (sim, pois Otilia é a protagonista, e não é ela quem vai fazer o aborto). Isso é que é drama bom. Não precisa de muita coisa, não. Só poucos atores dedicados, takes longos, diálogos demorados com a câmera parada (esse filme tem cenas lindas assim) e um roteiro realista.
Durante os 110 minutos, eu percebi claramente uma grande diferença entre dramas bons americanos e dramas bons não-americanos. Nos hollywoodianos, são filmes extraordinários; surpresas, personagens únicos, e coisas do gênero (isso nos dramas bons, logicamente). Os estrangeiros não; eles relatam puramente a realidade. Não é nada diferente, é simplesmente a verdade. A cruel verdade. Uma outra diferença interessante: os atores americanos simplesmente, por acaso, são os personagens. Exemplo, um loiro boa-pinta por acaso é um agente secreto. Em filmes europeus, principalmente, não é assim. O ator É o personagem. São pessoas que você nunca ouviu falar, que se dedicam muito e se transforma naquela pessoa, com aqueles problemas.
4 meses, 3 semanas e 3 dias te deixa tenso durante o tempo todo. "Aprendi" que aborto ilegal não é uma coisa legal, muito menos considerável. Aprendi que dá medo; muito. Mesmo não sendo contigo (sim, pois Otilia é a protagonista, e não é ela quem vai fazer o aborto). Isso é que é drama bom. Não precisa de muita coisa, não. Só poucos atores dedicados, takes longos, diálogos demorados com a câmera parada (esse filme tem cenas lindas assim) e um roteiro realista.
Marcadores: cinema europeu, crítica
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